resultado

 

Normalmente as empresas, principalmente as de grande porte, sempre fecham o semestre e divulgam seus resultados naqueles relatórios complexos, muitos números, o mercado aguarda ansioso, os acionistas reagem… Enfim, acho que a analogia provavelmente funciona mais pra funcionária de banco aqui, mas o fato é que finalizando esse primeiro semestre eu decidi olhar um pouco para trás. Entre a falta de tempo com tantos projetos, mais a ansiedade de ver tudo acontecendo logo, eu achei que seria bom olhar um pouco para trás e agradecer por tudo que tem acontecido nos últimos meses (sou dessas).

 

 

Em janeiro eu e o Filipe materializamos o que começou com uma vontade de ter um lugar fixo para produzir. Quem sabe um coworking, a gente pensava. Foi tão rápido achar a sala em que estamos e o ambiente é tão bom que só comprova o que dizem que quando é pra ser … é! Dessa junção nossa também surgiu o bloco. Mais um nome e mais um projeto nem eram nossas prioridades, mas foi algo que marcou a junção dos nossos trabalhos e o esforço que a gente tem empreendido pra o que a gente cria ultrapassar os limites do papel e ganhar mais vida e contato em paredes e murais. Ainda vão nos ver por aí.

Lá por fevereiro os planos de participar em eventos não só em Porto Alegre também foram colocados em prática no querido Mercado de Rua em Bento Gonçalves. Descentralizar a produção e o incentivo ao consumo direto com produtores é essencial. Ver iniciativas assim crescendo e se espalhando aquece o croissant aqui.

Em março tive a oportunidade, como expectadora, de conhecer a Feira Plana em São Paulo e fiquei encantada com a quantidade de produção independente e de qualidade em um só lugar. É uma atmosfera difícil de explicar, mas eu gostaria sinceramente que cada um pudesse ter a oportunidade de experienciar.

Abril passou mais quietinho, mas em maio já teve mais feira com a já tradicional Papelera aqui de Porto Alegre e junho mais estrada participando da Feira ReTina em Santa Maria. A Feira ReTina foi outra experiência muito especial. A vibe da cidade e das pessoas é muito boa, público trocando ideias, interessando nos trabalhos. Nessa feira levei minha zine Tirineas pro mundo pela primeira vez e a resposta do público foi muito melhor do que eu esperava. Ver as pessoas lendo e se identificando é tudo o que eu sempre quis enquanto criadora/artista. Eu não produzo só pra mim, eu produzo pra ter voz, pra conversar, pra ouvir os outros. Me senti muito realizada.

 

Você teria um minutinho para minhas Tirineas? (foto por Antonio Mainieri)

 

Muita gratidão à Renata e Cristina por organizarem esse evento e juntarem tanta gente massa. Também foi nesse mesmo fim de semana de Feira ReTina que nasceu o coletivo +3 (antes coletivo idiota). Eu, Filipe, Wagner e Mitti decidimos nos juntar pra participar de mais eventos e juntar nossas produções. Muito feliz de compartilhar ideias e criar projetos com pessoas maravilhosas e que admiro tanto o trabalho.

O último mês do semestre veio com mais eventos e encontros. Logo no início de julho recebi o convite da Nica pra participar da Cole+ na Cósmica. Foi uma junção de muitas artistas incríveis e brechós. Muito obrigada Nica e Fernanda pela oportunidade, admiro muito todo trabalho e iniciativas de vocês. No fim de semana seguinte teve convite pra outra feira igualmente massa, a A6 na galeria hipotética. Sob curadoria do querido Adri A.

Foram tantos eventos bacanas. Vocês não sabem a importância que cada troca e cada feedback tem pra quem está começando. Sou muito grata por toda essas experiência e sigo trabalhando pra me envolver cada vez mais com essa produção toda, que é onde eu me encontrei e o que faz sentido pra mim.

De tudo isso, só sei que ando trabalhando o máximo que consigo. Às vezes me pergunto o quão saudável tem sido essa minha ânsia de estar sempre produzindo, mas tenho me sentido muito mais completa. Talvez tudo isso seja muito banal pra você, mas cada um sabe da sua jornada. Eu sei muito bem da minha. Por insegurança, por um punhado de tantos outros motivos eu sigo em outro compasso. E eu aprendi a respeitar meu tempo. Não que eu tenha perdido todas as angústias e dúvidas da noite pro dia, mas eu estou mais consciente e me sentindo no meu lugar.

E é isso que gostaria que você também sentisse: no seu lugar.

Cada um sabe da sua jornada, e a gente é o resultado disso.

yin yang

1. yin

corri pro esoterismo de novo

li os perfis todos
do meu sol
do meu ascendente
da lua e todos os planetas

tentando me encontrar no universo

eu queria as respostas prontas

porque eu queria fugir da responsabilidade
de que tudo que eu sou
tudo que eu penso

é culpa minha mesmo

2. yang

“… mas o que eu realmente queria te dizer
é que tudo o que eu tenho a oferecer
é eu mesma

do jeito que eu sou”

hourly comic day 2018

Mais uma daqueles desafios de ilustradores/quadrinistas que começam meio despretensiosos e acabam virando uma tradição nas internerds. No hourly comic day os artistas registram o seu dia inteiro, idealmente hora por hora, em uma data específica: 1° de fevereiro (aqui tem uma explicaçãozinha melhor, erm). Esse ano finalmente consegui participar, meio que de última hora.